FALANDO DA MESMA COISA




macacos

Há algum tempo não escrevo sobre um assunto aleatório.
Já existe tanta exposição de opiniões que, mais uma, não faria tanta diferença.
Ainda mais sobre o assunto de hoje..
Trocentas mil matérias debatendo a validade da data.
No entanto, este instigante tema “Dia dos Namorados” me cutucou.
Gente, como pode a matéria de capa da Veja Rio ser : “Está faltando homem” ?
Não tinha nada mais ultrapassado a se falar sobre o assunto?
Foi um recorte-cole do túnel do tempo?

Mulheres dizendo que homens são imaturos e não querem se comprometer, nenhuma opinião masculina e, no final, a esperança de entrevistá-las no próximo ano.
Só que dessa vez, acompanhadas…
Senti uma espécie de vergonha, por homens e mulheres.
Como podem nos reduzir assim?
Será que não poderia ser, mesmo que ainda óbvio, pessoas, de diversos sexos e condições, que vão passar o Dia dos Namorados como se fosse um dia qualquer?
Será que não existem mulheres imaturas ou que não querem compromisso?
Será que não existem homens com sentimentos, amadurecidos e a fim de ficar com alguém numa boa?
Detesto levantar bandeiras e, justamente por isso, achei tãaao ridículo!
O que eu percebo, minha opinião somente, é que a busca pela felicidade não é mais parte de um sonho coletivo: o que seus pais desejariam para você, misturado com o que a sociedade esperava de suas atitudes, associado a uma pequena parcela do que você nem sabia que queria.
Você, mais cedo ou mais tarde seria assimilado.
A felicidade hoje é um conceito individual, o que me parece bom.
Mas também buscamos a companhia do outro, o carinho, o sexo, o afeto, o companheirismo.
O que torna as relações mais difíceis, porque ninguém, seja de que gênero for, está disposto a abrir mão de seus desejos individuais para qualquer pessoa que esbarre em seu caminho, como se ela fosse a Porta da Felicidade.
Já estamos entendendo que não é bem assim, estamos mais crescidinhos.
E as relações estão sempre mudando. Entre marido e mulher, entre pais e filhos, entre namorados, entre amigos, entre indivíduos.
E essa escolha individual é bacana porque, se você quiser chamar de “amor”, fazer comidinha (seja você homem ou mulher) para a sua pessoa querida, ótimo ! Faça!
Aproveite a data para um chamego renovado.Viva suas escolhas.
Se por algum motivo estiver sozinho e se sentir triste por isso; se sinta!
Chore no travesseiro! Ninguém tem nada a ver com isso!
E se estiver feliz e nem aí, ótimo também!
Somos seres humanos, cheios de complexidades e sentimentos.
Se existe uma grande conquista do feminismo, eu acho, é essa consciência, que libera homens e mulheres para viverem em completude a sua própria vida emocional.
E caso encontre alguém que faça parte da sua vida, e assim também você fizer parte da vida dela, com alegria e verdade, delícia! Viva o amor.
Ou não. Como dizem que o Caetano diz.
E tem toda razão, porque o “ou não” é tão válido quanto o “ou sim” – mas isso é só a minha opinião…

Bjsbjs
Claudia

 

 

 




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