ELES VIVEM ENTRE NÓS – ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO

Não sou uma “cat person”.
Não sou uma “dog person”.
Aliás, nunca fui uma “animal person”.
Mas a vida convidou dois cães para morarem aqui em casa. Não digo que eles são meus, porque não sou dona de seres vivos.
Vieram morar conosco. E exercito, às vezes com esforço, aceitar os convites da vida.

 

O primeiro foi o Mike, um yorkshire, filho da cadela que habitava a casa da minha vizinha.
Veio de presente, de surpresa, as crianças amaram. E Mike se estabeleceu.
Como um lorde inglês, Mike quando jovem caminhava sozinho ao nosso lado na rua, sem coleira. E esperava o momento exato de atravessar a rua.
Hoje, Mr. Mike tem 15 anos, esta cego, meio gagazinho, mas continua desfilando sua “lordice” abusada pela casa, fazendo o que bem entende, em qualquer lugar.E aí veio o Zé, um vira-lata desabrigado das chuvas de Teresópolis.

Zé chegou assustado, bagunceiro e desorganizou toda a casa.
No começo, Mr. Mike teve que estabelecer os limites e demonstrar sua superioridade hierárquica. Hoje, depois de quase um ano, chegaram a um certo acordo.
Mike e Zé me lembram um daqueles filmes antigos em que o explorador inglês, Mr. Mike, contrata um nativo local, o Zé, para mostrar o caminho. Zé é tipo o “bwana”, mostrando ao Mike o caminho para a varanda. Mas na hora da comida, Mr. Mike exibe seus pequeninos dentinhos afiados e faz questão de comer primeiro, enquanto Zé aguarda embaixo da mesa.
Mr. Mike prova um pouco da comida, só uma entradinha leve, e resolve dar uma volta.
Zé sai de baixo da mesa para comer, todo apressado, antes que Mr. Mike  volte.
Aí Mr. Mike retorna… Mostra seus dentinhos ainda afiados e demonstra quem manda no pedaço.

 

Afinal, antiguidade é posto.
E cá, muito entre nós, reclamo da bagunça, mas adoro os dois!
E que os outros humanos da casa não leiam isso…

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