É MAIS QUEM SABE SENTIR.




FOGO

Não tenho mais paciência para subterfúgios de sentimentos.
Gente que se sente “mais” porque sente menos.
Pra mim, é  mais, mesmo, quem sabe sentir.
É mais quem não foge, nem do gostar, nem do não gostar.
Que não elogia no vazio nem concorda por preguiça.

Criou-se uma cultura de insensibilidade, em que se passa como rolo compressor por cima dos sentimentos e desejos do outro como se fossem terreno vazio a ser desmatado e aberto.
Como se fosse terra sem dono, pronta para receber rodovia inútil, inventada por politico à espera da propina como recompensa final.

Aliás, tudo envolve a recompensa final.
Não importa se desmatar sem dó o caminho até o outro tem algum sentido real.
Se aquela estrada vai unir cidades, criar vida, gerar o bem.
Importa só fincar postes e deixar seus fluídos  neles, para que fiquem marcados.
Importa a vantagem imediata.

Gente babaca, gente sem sangue, que mesmo gostando não demonstra por medo de sofrer.
Que mesmo não gostando continua curtindo, prometendo contato, quando sabe que não é pra nada.
É só pra manter opções em aberto.

Eu abraço quem eu quero e quando quero.
Eu bato portas na cara de quem me incomoda.
Mando mensagem, carta, sinal de fumaça até que minha voz seja ouvida..

Costumo ser do bem, mas posso ser do mal.
Porque se ainda não notaram, o mal esta ganhando de lavada e esta na hora de nos defendermos.
Os mansos serão comidos pelos lobos, que usarão suas peles e herdarão a terra.

Chega de calar, chega de esperar, chega de achar que alguém é mais e pode tratar mal simplesmente porque quer.
Não pode. E não vai.

 

Por Claudia Marandino

“Tem gente que é Tomie Ohtake, tem gente que é Frida Khalo. Eu me escolho como sou”




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