COMO ADAPTAR O ESCRITÓRIO PARA A PÓS-PANDEMIA

A pandemia não está controlada no Brasil. O isolamento foi feito de forma desorganizada e assim esta sendo também a retomada, sem muito planejamento.  Aparentemente, vamos ter que voltar ao trabalho preparados para a roleta russa do COVID-19.

Além dos cuidados pessoais que todos temos que ter normalmente a partir da pandemia (uso de máscaras, lavar as mãos com frequência, o uso de álcool gel) outras mudanças precisarão ser instaladas nos ambientes.

Identificação com digitais, botões dos elevadores, objetos compartilhados… Como as coisas vão se ajustar?
Provavelmente, aquela mesa personalizada, cheia de objetos fofos e porta-retratos terá que ser abandonada para evitar problemas com a higienização dos espaços.

E quais são as novas diretrizes que estão sendo discutidas pelos escritórios de arquitetura e empresas em geral?

Em primeiro lugar, quantas pessoas poderiam voltar a trabalhar simultaneamente em um escritório sem expô-las a riscos desnecessários? Atualmente, além da definição da distância de segurança de dois metros entre postos de trabalho, não há nenhuma normativa específica que ofereça mais detalhes sobre como agir no ambiente de trabalho em tempos de COVID-19.


Com base nessa avaliação é que poderão ser determinados o número de estações de trabalho possíveis e as regras de capacidade máxima para cada sala e espaço compartilhado, como banheiros, despensas e salas de reunião. O planejamento deve ser feito com consciência máxima e generosidade no coeficiente de segurança.

Com a informação do numero de funcionários que precisarão continuar indo ao escritório e considerando as distâncias mínimas pode-se então:

– demarcar no piso os postos de trabalho
– salas individuais quando possível.
– o mobiliário deverá ser separado por acrílico ou outros materiais – será a volta das baias? – e terão espaço apenas para o computador, na maioria laptops. As mesas contínuas, sem divisões, com pessoas trabalhando em áreas integradas terão que ser abandonadas, ao menos até existir uma vacina.
– objetos pessoais, como bolsas e até material de escritório usado no dia a dia, deverão ficar armazenados em lockers (armários com cadeado), instalados em espaços distantes da área de trabalho.
– A manutenção de uma distância adequada durante a circulação dentro do escritório dependerá da colaboração de todos. Elementos de orientação visual devem ser instalados em objetos fixos (ou seja, superfícies de trabalho, mesas e no piso) e não em objetos móveis.
– salas fechadas, de reuniões por exemplo, devem apresentar orientações de distância física e capacidade afixadas na porta e lugares demarcados nas mesas.
– a ventilação deve ser, de preferência natural, Como fazer isso em prédios com painéis inteiros de vidro vai ser uma dificuldade extra. Estudos mostraram que o posicionamento dos aparelhos de ar condicionado e sua ventilação forçada podem direcionar o vírus para determinadas posições de maior risco. Além disso, o cuidado com a manutenção destes aparelhos e seus filtros deverá ser redobrado.

E o acesso ao local de trabalho?
No caminho até o trabalho todos estão expostos a uma série de riscos. O deslocamento é por conta de cada um, mas caberá a cada edifício oferecer estrutura de acesso higienizada e a cada escritório oferecer o arsenal de higiene logo na entrada – lavagem de mãos ou pelo menos o álcool gel.

Provavelmente muita tecnologia será desenvolvida para evitar toques. Desde a porta de chegada até os banheiros, a instalação de dispositivos de acionamento automático que evitem que os trabalhadores toquem nas peças poderá se tornar mais comum.

Acionamento da descarga por pedal

Ainda há muito no que se pensar. A chegada de uma vacina poderá levar ao relaxamento das condutas de distanciamento e EPIs. No entanto, quanto tempo ainda será necessário para que ela apareça?
Talvez, até lá, muita coisa já tenha se incorporado aos nossos novos hábitos.

Uma novidade, no entanto, parece que veio para ficar: o home office. Grandes empresas do Vale do Silício, Facebook e Twitter dentre outras já estão formalizando a conduta. Por que ocupar grandes espaços (e gastar mais dinheiro) se muito do trabalho pode ser feito remotamente?
A economia sempre tem grande poder de convencimento.

Fontes: https://www.archdaily.com.br/br/940185/perkins-and-will-lanca-manual-estrategico-para-um-retorno-seguro-aos-escritorios

https://gq.globo.com/Prazeres/Poder/Comportamento/noticia/2020/05/orgao-dos-eua-recomenda-mudancas-radicais-nos-escritorios-para-retomada.html?utm_medium=10todaybr.20200531&utm_source=email&utm_content=article&utm_campaign=10today

https://www.estadao.com.br/infograficos/economia,pos-pandemia-como-sera-o-futuro-dos-escritorios,1096321

https://cio.com.br/o-que-cios-devem-esperar-do-retorno-da-forca-de-trabalho-pos-covid/

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