AZUL, LUZ E ACONCHEGO

Localizado a uma quadra da praia de Ipanema, este apartamento, que data da década de 70, passou por uma intervenção para ser readaptado a um olhar mais atual. Entre projeto e finalização da obra, a arquiteta Vivian Reimers levou oito meses para a reforma completa do imóvel.

O apartamento possui 240 m² e a ideia foi fazer um projeto claro, luminoso e, sobretudo, aconchegante.

“A obra de reforma do apartamento foi idealizada num estilo contemporâneo, onde se destacam espaços amplos, linhas retas, materiais nobres e cores claras como denominador comum nos revestimentos. Foi a decoração dos interiores que imprimiu a personalidade aos espaços, através de detalhes marcados como a cor vermelha da porta de entrada em laca brilhante e a parede azul marinho que domina o fundo da sala”, comenta Vivian.

A decoração foi guiada pela procura do design afetivo, marcada pelas memórias de algumas peças de mobiliário pertencentes à família e pelos objetos artesanais em madeira que são lembranças vivas dos lugares onde a família já morou. Detalhes com uma pegada mais rústica, que misturados às linhas retas do mobiliário contemporâneo dão a identidade e o aconchego que a família procurava para seu novo lar.

As principais premissas foram a integração da cozinha gourmet às salas de estar e íntima, já que a família gosta muito de cozinhar e experimentar novas receitas, transformando esse espaço em ambiente de convívio. A cozinha deveria ser capaz de conter todos os equipamentos e utensílios necessários e dispor de facilidades para o armazenamento de mantimentos. Outro requisito fundamental foi a funcionalidade do espaço, que deveria ser capaz de receber 4 pessoas sentadas na bancada gourmet para a degustação dos novos pratos.

Outra demanda importante foi a disponibilização de 3 suítes cômodas, o que levou a uma revisão profunda da planta existente. 

Por último, e não menos importante, era necessário criar uma área de serviço ampla e capaz de acomodar seu cachorro, outro membro especial desta família. Por se tratar de um prédio muito antigo, o imóvel estava em condições precárias, com exceção dos banheiros que haviam sido parcialmente renovados pelos moradores anteriores. “Conseguimos modificar satisfatoriamente a planta, não sem antes ter os cuidados pertinentes no que se refere à estrutura do edifício”.

Como muitos dos prédios antigos da zona sul do Rio de Janeiro, a planta desse apartamento era circular com ventilação somente pelas fachadas frontal e posterior, além do prisma de ventilação da área de serviço. Situação que deixava na planta alguns espaços sem iluminação, nem ventilação, em especial, a parte central do apartamento. Para mitigar esse problema, nos aproveitamos do fato do apartamento se encontrar num primeiro andar e ter duas áreas mortas, localizadas em pontos estratégicos que nos permitiu abri-las, convertendo-as de pequenos cômodos escuros em duas varandas que permitiram iluminar e ventilar os espaços anexos. No caso da parte central, criamos um espaço destinado para escritório, que integramos à sala de televisão por meio de aberturas com vidros que permitiram a passagem da luz, mas, por sua vez, mantiveram o isolamento acústico necessário para cada setor.

Fotos – Dhani Borges

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